terça-feira, 7 de agosto de 2012

O ESPIRITISMO E O CASAMENTO


Será contrário à lei da Natureza o casamento, isto é, a união permanente de dois seres? “É um progresso na marcha da Humanidade.”
Está na lei da Natureza, ou somente na lei humana, a indissolubilidade absoluta do casamento? “É uma lei humana muito contrária à da Natureza. Mas os homens podem modificar suas leis; só as da Natureza são imutáveis.”
 O espiritismo percebe o casamento como um progresso humano, um avanço, mas não tem nele o caráter do sagrado ou do indissolúvel. O que ele propõe é que na viagem do espírito para a sua iluminação o casamento seja mais uma ferramenta, um estimulo para o desenvolvimento do amor, da fraternidade e da solidariedade.  Segundo o livro dos espíritos, Deus não nos constrange a viver com quem nos desagrada. Por que ficar “amarrado” numa união onde só existem aparências, interesses materiais e violências das mais variadas? Dependência?! O espírito Hammed através da psicografia de Francisco Espírito Neto nos coloca que “A dependência prende, possessivamente, uma pessoa à outra, enquanto o amor de fato incentiva a liberdade, a sinceridade e a naturalidade. O amor real baseia-se no sentimento compartilhado entre duas pessoas maduras, ao passo que o amor dependente implora infantilmente atenção, consideração e carinho”.

O sentimento de propriedade ao que o casamento pode levar alguns indivíduos é sinal de dependência psicológica que não pode ser resolvida se não houver respeito e liberdade pelo pensamento do nosso companheiro ou companheira. O casamento,  esse exercício de união entre espíritos em processo evolutivo é um período de aprendizado singular, onde devemos estimular e sermos estimulados para a independência intelectual e para compartilhar os bons sentimentos. Dentro da perspectiva da imortalidade da alma e da reencarnação não poderia ser de outra forma.

Estamos em transição para a regeneração do nosso planeta, como contribuição para esta passagem os casamentos deveriam se tornar uniões onde impere o amor reciproco, colocando-nos em sintonia com os novos tempos que se aproximam. Uniões que se balizam pelo amor e respeito, independente de gênero, condição financeira ou status vão ser a tônica desse novo momento da nossa amada terra. 

Para fundamentar as idéias, sobre o casamento e todas as nossas relações, uma citação de André Luiz: “Fora do amor verdadeiro, toda união é temporária”. Vale uma reflexão!

Referência Bibliográfica

 O Livro dos Espíritos. Questão 697.
 As dores da Alma. 11ª Ed. Editora Boa Nova, 1998.
 Iluminação Interior. 1ª Ed. Editora Livraria Alvorada. 2002.

AUTORES: participantes do 3º ano do grupo de estudos  sistematizados do CEFEC - Elaine, Marcio, Dezolmar, Queli, Jennifer, Luciano, Marina, Neuza.

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