Será contrário à lei da Natureza o casamento, isto é, a união permanente de dois seres? “É um progresso na marcha da Humanidade.”
Está na lei da Natureza, ou somente na lei humana, a indissolubilidade absoluta do casamento? “É uma lei humana muito contrária à da Natureza. Mas os homens podem modificar suas leis; só as da Natureza são imutáveis.”
O espiritismo percebe o casamento como um progresso humano, um avanço,
mas não tem nele o caráter do sagrado
ou do indissolúvel. O que ele propõe é que na viagem do espírito para a sua
iluminação o casamento seja mais uma ferramenta, um estimulo para o desenvolvimento do amor, da fraternidade e da solidariedade. Segundo o
livro dos espíritos, Deus não nos constrange a viver com quem nos desagrada. Por que ficar “amarrado” numa união
onde só existem aparências, interesses materiais e violências das mais
variadas? Dependência?! O espírito Hammed através da psicografia de Francisco
Espírito Neto nos coloca que “A dependência prende, possessivamente,
uma pessoa à outra, enquanto o amor de fato incentiva a liberdade, a
sinceridade e a naturalidade. O amor real baseia-se no sentimento compartilhado
entre duas pessoas maduras, ao passo que o amor dependente implora infantilmente atenção, consideração e carinho”.
O sentimento de propriedade ao que o casamento pode
levar alguns indivíduos é sinal de dependência psicológica que não pode ser
resolvida se não houver respeito e liberdade pelo pensamento do nosso companheiro ou companheira. O casamento, esse exercício de união entre espíritos em processo evolutivo é um período de aprendizado singular, onde
devemos estimular e sermos estimulados para a independência intelectual e para
compartilhar os bons sentimentos. Dentro da perspectiva da imortalidade da alma
e da reencarnação não poderia ser de outra forma.
Estamos em transição para a regeneração do nosso planeta, como contribuição para esta passagem os casamentos deveriam se tornar uniões onde impere o amor reciproco, colocando-nos em sintonia com os novos tempos que se aproximam. Uniões que se balizam pelo amor e respeito,
independente de gênero, condição financeira ou status vão ser a tônica desse
novo momento da nossa amada terra.
Para
fundamentar as idéias, sobre o casamento e todas as nossas relações, uma
citação de André Luiz: “Fora do amor verdadeiro, toda união é
temporária”. Vale uma reflexão!
Referência Bibliográfica
O Livro dos Espíritos. Questão 697.
As dores da Alma. 11ª Ed. Editora Boa Nova, 1998.
Iluminação Interior. 1ª Ed. Editora Livraria Alvorada. 2002.
AUTORES: participantes do 3º ano do grupo de estudos sistematizados do CEFEC - Elaine, Marcio, Dezolmar, Queli, Jennifer, Luciano, Marina, Neuza.
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